Hoje, depois da facul, voltei pra casa de metrô.
Chegando na plataforma, reparei que 3 pessoas que estavam ao meu lado ouviam música com um fone de ouvido e mal se olhavam.Daí, um desses 3, por ter um jeitinho mais descolado me fez pensar algo que geralmente penso: o que será que ele está ouvindo nesse fone?
Tive a idéia de pegar um papel na bolsa, sentar do lado dele e 'conversar' mas sem parecer invasiva. A porta do metrô parou bem na minha frente. Esperei ele entrar e o segui até o banco.
Assim que sentamos, eu já estava com papel e caneta na mão [um papel que por sinal era uma nota fiscal que tinha perdida na minha bolsa.]. Daí, antes de eu terminar de escrever, vi que o cara pegou um caderninho e um lápis vermelho e começou a desenhar. Nossa, que legal, ele realmente tinha a ver comigo - pensei. Escrevi o bilhetinho e dei pra ele, assim, sem olhar nos olhos - para não se tornar algo muito íntimo. Ele olhou e pegou logo em seguida meio instigado. Entendendo minha proposta, conversamos:

Terminamos antes da estação Sumaré. Mas acho que pela falta de contato visual durante a conversa, não ficou uma situação constrangedora. Ele continuou fazendo seus desenhos no caderninho com seu lápis vermelho e eu peguei um papelzinho cheio de graxa que tinha usado para limpar minha bolsa um dia e continuei o desenho que já tinha começado nele...
Quando chegou na estação que ele ia descer, eu me afastei pro lado para ele sair, e saindo, ele disse: Tchau [com um sorriso]. Eu fiz o mesmo.
Uma breve amizade, simpática e acolhedora que durou mais ou menos uns 15 minutos e acabou assim, em segundos - pra nunca mais voltar.
Fim.

7 comentários:
Já que fui o primeiro a ver o blog, serei o primeiro a comentar.
Sempre quis fazer o que você fez, puxar 'conversa' com estranhos. Mas sou meio tímido pra essas coisas.
E além disso, os curitibanos são conhecidos pela sua falta de simpatia (o que não ajuda muito).
massa o blogue. começou mandando bem. ah, nunca fiz isso. quer dizer, algo parecido, mas isso não. só que no caso foi com um livro (o retrato de dorian gray) e foi uma garota que perguntou o que eu estava lendo e tals. foi uma amizade intensa que durou uns 5 minutos.
que graça de situação!
e que graça de estilo pra contar :)
Não posso esconder que fico meio triste com situações assim...
Mesmo sem ter visto a situação, queria que não durasse apenas esse curto espaço de tempo.
Certa vez tentei fazer isso, mas era porque a menina era bonita mesmo. Puro interesse. ¬¬
Tirei um de meus cartões publicitários do bolso, peguei uma caneta, escrevi um breve recado e... Eu não consegui entregar.
Beijos...
Nunca se sabe quando nunca será realmente nunca mais. Eu gosto quando vejo alguém que lê um livro que eu já li. Fico com vontade de perguntar se a mocinha já morreu, mas vai que ainda não...
=]
Outro post, nunca mais?
Gostei muito do seu post e do seu blog....se me permite estou te linkando pra acompanhar mais!
Postar um comentário